Você lia o Cogumelo? Já contribuiu? Envie sua história e ela será postada por aqui. Ajude a resgatar um passado adormecido da cidade de Brusque,

"POR UMA NOVA CONSCIÊNCIA!"

"Fui parceiro do Luis e do Jorge Grimm, mais o Guedes [de Tubarão] no 'Projeto Flor Morena' que correu as praças de Santa Catarina na década de 70. A primeira praça ocupada foi Laguna, depois veio Tubarão. Fizemos algumas ações em Itajaí e Blumenau, também. O Cogumelo Atômico influenciou toda uma geração de artistas em vários pontos de Santa Catarina. Aqui em Itajaí eu divulgava as ações do grupo e copiava suas técnicas de reprodução, como os jornais alternativos impressos no mimeógrafo a álcool e o uso do correio para enviar arte-postal. Como a ditadura nos obrigava a passar nossos textos por uma 'censura prévia' junto à Polícia Federal, adaptei os varais literários para manifestações-relâmpagos, promovidas sempre de surpresa diante de escolas, fábricas e locais públicos mais movimentados, como era o caso da Praia de Cabeçudas...."

Magru Floriano

acabei de ler o excelente texto sobre a história do Movimento Cogumelo Atômico e de seu personagens, aqueles jovens, cabelos compridos, alguns barbudos, quase todos meio hippies,ousados contestadores de uma cultura acomodada e que parecia definhar, num tempo politicamente de chumbo. Foi emocionante relembrar acontecimentos de uma época que marcaram a vida cultural brusquense, dos quais fui testemunha e, em alguns momentos, um entusiasmado apoiador. 

João José Leal

No ultimo domingo, uma postagem que fiz no Facebook, levou a Claudia Bia a comentar. E um engano dela, de no lugar de passar o link corrigindo meu equívoco, veio outro. E na própria troca de comentários, Claudia me disse que existia o presente trabalho, resgate da história do Cogu. Isso foi há três dias e quase não fiz outra coisa, a não ser ler a história e abrir as edições do "jornalzinho". É difícil descrever a emoção, maravilhosa. Conheci o CA se não falha minha memória, por uma citação em Rock a História e a Glória, e lembro bem que comprei um exemplar - isso em 1974 ou 75, numa livraria da Avenida Paulista, em São Paulo. Mandei uma carta e a partir dai passei a ter todos os exemplares. E o principal: ali se iniciou uma amizade muito forte com Luís, e posteriormente com Claudia. Eu arremedava alguma publicação, e foi por incentivo deles que decidi publicar meu primeiro livro de poesia, em 1981, que foi feito na casa que eles ocupavam, creio que na Alameda Franca. Na casa deles, com o mimeógrafo deles e, o principal, com bolinhos de arroz integral. Ouviamos Lou Reed. Jamais esqueci e sempre agradeci o que fizeram. Até então eu era um adolescente que escrevia apenas por que não tinha espinhas. Luís, particularmente, me fez enxergar que escrever era um ato revolucionário (no amplo sentido da palavra). Enfim, agora, ao me deparar com estas páginas, senti correr algumas lágrimas, coisa que não é muito do meu feitio. Ver, depois de trinta e tantos anos, a imagem do Luís nos vídeos foi emocionante. Meus amigos, se pudesse entraria neste site e iria até Brusque dar um abraço. E mesmo para alguém como eu, acostumado às palavras, sinto que poderia ficar o dia inteiro escrevendo sobre o que i aqui, e não estaria completo. Grande abraço a todos, especialmente ao meu eterno amigo Luís ("Tout Court"?) (desculpe se grafei errado. 

Luiz Carlos Cichetto (Barata)

Para uma geração depois dos quarenta anos que, viram nascer, crescer, nem bem amadureceu, "Cogumelo Atômico,serve hoje de elo para a compreensão do tempo, em que casamento não se desfaziam com a facilidade de hoje.É um convite á reflexão a vida nova...Indiretamente vivi diáriamente esse tempo...Saudades! Sou mãe de alguns personagens relembrados. Acolhi muitas vezes todo o grupo para refeições, pousadas e bate-papos. Serví dezenas de vezes os falados "bolinhos de banana", para um bando de jovens...Sempre me alegrava com a turma. 

Nana Cardeal